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		<title>Sussurrando Antigos Fragmentos Obscurecidos</title>
		<link>http://safo.blog.terra.com.br</link>
		<description>Safo foi a &#250;nica voz feminina na literatura da antiga Gr&#233;cia. Veio massacrada, como tantas mulheres que buscaram autonomia ao longo dos s&#233;culos. Uma voz perdida no tempo, e eu, mulher, vim sussurrar os antigos fragmentos obscurecidos. Laura Moreira</description>
		<language>pt-BR</language>
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		<category>Artes</category>
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			<title>Regras do jogo</title>
			<link>http://safo.blog.terra.com.br/regras_do_jogo</link>
			<pubDate>23.05.09</pubDate>
			
			<description>Antes de conhecer as regras do jogo Eu &#8211; ignorante- Jogava o amor com as minhas pr&#243;prias regras E me jogava Acreditando sempre Livre, espont&#226;nea Na recria&#231;&#227;o do amor Entidade que precisa de carne para existir O amor s&#243; existe entre E de repente as caretices me alcan&#231;aram E pelos destro&#231;os do meu cora&#231;&#227;o partido Me vejo observando conven&#231;&#245;es que nunca dei aten&#231;&#227;o Fazendo concess&#245;es Se &#233; t&#227;o importante a conten&#231;&#227;o numa mulher, Eu me calo, falo baixo, cruzo as pernas Se &#233; preciso deixar que ele aja primeiro - Deus me livre que se sinta amea&#231;ado- Eu cedo e muito donzela Espero o telefonema, o convite E nego sempre sexo no primeiro encontro - Ai, como me cansa esperar - J&#225; me vejo outra mulher E direi que n&#227;o, nunca tive experi&#234;ncias homossexuais E direi que n&#227;o, nunca me entreguei aos encantos do sexo casual Do sexo em lugares p&#250;blicos Do sexo Qualquer homem que estiver na minha cama ser&#225; sempre o primeiro ou coisa assim E protestarei contra a velocidade das coisas Corarei com as indec&#234;ncias que conhe&#231;o de cor E aguardarei pacientemente a liga&#231;&#227;o do dia seguinte &#201; que s&#243; negando o sexo uma mulher tem passe livre para o amor &#201; que s&#243; vale uma mulher sem passado, nascida ontem E eu come&#231;o a me cansar de fazer as coisas sempre diferente De enfrentar resist&#234;ncias De carregar bandeira Quando o que quero &#233; a ternura dentu&#231;a do Manuel Bandeira O problema &#233; que sem aquela espontaneidade Eu perco um pouco a alegria E amarrada em regras que n&#227;o s&#227;o as minhas Perco cada vez mais a vontade de amor </description>
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			<title>declara&#231;&#227;o</title>
			<link>http://safo.blog.terra.com.br/declaracao_1</link>
			<pubDate>08.05.09</pubDate>
			
			<description>Disse que me amava. Nunca me viu florir ou chorar. Disse que me amava. E nunca trope&#231;ou nos desertos dos meus sil&#234;ncios. E n&#227;o conhecia o gosto do meu sexo. E n&#227;o conhecia espelhos refletindo montanhas de nada. Disse que me amava. Olhos fixados na juventude do meu colo Dizendo que me amava. </description>
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			<title>Enjaulada</title>
			<link>http://safo.blog.terra.com.br/enjaulada</link>
			<pubDate>08.05.09</pubDate>
			
			<description>Sabor da noite na boca O sangue pelos p&#234;los A lama &#250;mida de patas Abro os olhos: Grade Fecho os olhos: Desertos e florestas prolongando-se sem fim Esgotei todos os rugidos e ru&#237;dos Na tentativa de acordar os deuses A terra se calou Com selvageria desejei os campos novamente Tudo o que vejo &#233; grade Meu olhar derretido ecoa nas estrelas. </description>
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			<title>Mar&#237;timo</title>
			<link>http://safo.blog.terra.com.br/maritimo</link>
			<pubDate>03.04.09</pubDate>
			
			<description>Eis que o mar testemunhou todas as eras Dos tempos em que tudo era lava e chama E os continentes, os &#250;nicos que nadavam Eis que viu a humanidade nascer Seu ronco profundo acordou os homens na noite escura Nunca, nunca esqueceram. E quando a interroga&#231;&#227;o se fez presente Desejos de aventura, percursos na imensid&#227;o Os homens tremeram, cora&#231;&#245;es acelerados O mar inteiro cantava O mar levou cord&#245;es, aceitou oferendas E devolveu destro&#231;os de navios sem vida Aceitou portos e levou mortos Quil&#244;metros de praias esquecidas O mar guardou segredos Num pacto mais velho que o mundo Chamou os homens para si Nossas &#225;guas se misturando&#160;&#224; saliva salgada do mar Tamb&#233;m a mim fez seus apelos Despertando meus desejos de mulher Chorou comigo dor de amor Levou na corrente meu medo de futuro E outra vez, mar&#233; alta, quase me matou S&#243; ele conhece a minha tristeza A minha e a de uma infinidade de piratas mortos </description>
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			<title>da natureza dos muros</title>
			<link>http://safo.blog.terra.com.br/da_natureza_dos_muros</link>
			<pubDate>15.03.09</pubDate>
			
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#8220;Amo a hera, que entende a voz do muro.&#8221; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Florbela Espanca &#201; da natureza dos muros essa dureza, essa solenidade &#201; da natureza dos muros esse escondido, esse segredo E essa vontade que d&#225; na gente de ver o outro lado E de fazer o muro sorrir E de ganhar este tesouro impl&#237;cito. Tesouro este que sabe deus o que ser&#225; Um quintal sujo, cheio de frutas Uma piscina de &#225;guas amarelas Ou ainda uma casa abandonada Ou ainda um po&#231;o estagnado. Ou, quem sabe, todos os tesouros da inf&#226;ncia E, se for em Minas, um forno de barro Para assar p&#227;o de queijo e hist&#243;rias de fantasma. Quantas del&#237;cias cont&#233;m um muro Quantas vontades um muro velho desperta Em mim, uma vontade de ser hera De acarinhar paredes duras De aumentar frestas e florir em rachaduras S&#243; os muros velhos me interessam. </description>
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